Hedgehog · Waitlist
O produto ainda não existia. A primeira impressão precisava converter mesmo assim.
Desenhei uma página de pré-lançamento para um público institucional de Web3 que não se cadastra por hype.
Visão geral
A credibilidade era o produto, até o produto existir.
A Hedgehog precisava de uma waitlist qualificada antes do lançamento. Sem uma página que conquistasse confiança rápido, não havia como testar a demanda.
O público era institucional e profissional. Essas pessoas avaliam produtos B2B e Web3 antes de deixar um contato.
Problema
Hype não converte esse público. Clareza converte.
Uma história longa antes do call to action soaria como pitch. Esse público queria prova de solidez: o que o produto é, por que é sério e o que acontece se entrar.

Oportunidade
Converter desde o primeiro scroll, sem fingir que o produto estava pronto.
As referências vieram de stakeholders e da minha própria lista: Sonic Labs, Hyperliquid e Aave. O padrão em comum era conversão direta, não uma narrativa longa antes do pedido.
O tom foi institucional desde o primeiro dia, escrito com marketing e os fundadores para o público que a empresa já tinha.
Solução
Entender, confiar, agir.
A página tem três camadas. O texto foi feito com marketing e os fundadores para a mensagem bater com o público, em vez de inventar outro.

Experiência central
Cada camada tem um trabalho.
Hero: o valor e a ação.
Tom institucional, sem hype e sem mock prematuro do produto. O visual sinaliza seriedade sem prometer um produto que ainda não era público.
Confiança: as perguntas que eles fazem antes de se cadastrar.
O problema na linguagem deles, diferenciação on-chain e seções sobre confiabilidade e governança.

Ação, mais de uma vez.
Os calls to action se repetem, e o microtexto anda da consciência para a intenção. Uma ação secundária no rodapé fecha a página no scroll mais fundo.


Aprendizados
A página era só metade da aquisição.
Em paralelo, o time rodou um motor de comunidade: X e Telegram para tráfego orgânico, jogos e trivia no Discord, e um sistema de missões em USDC em que tarefas concluídas rendiam USDC. Gente ativa trazia mais gente.
Eu desenhei a página. Os loops de comunidade foram um esforço paralelo com o time. A conversão só faz sentido se você segura os dois.



Decisões
A contenção era a estratégia.
Sem telas de produto antes do produto.
Mostrar uma interface pronta teria prometido demais. Visuais de conceito mantiveram a página séria sem inventar um produto que não estava pronto.
O tom decidido antes.
A voz institucional não foi descoberta na iteração. Foi definida com marketing e os fundadores antes da página ir a público, o que reduziu o risco de errar o público.
Pedir cedo, e merecer o próximo pedido.
Um único call to action no fim teria desperdiçado quem já estava pronto. Repeti-lo só funcionou porque cada volta tinha uma prova nova por trás.
Resultados
Validado em produção, não num pré-teste.
Não houve teste formal de usabilidade nem A/B antes do lançamento. O alinhamento de tom aconteceu internamente. A leitura real veio do comportamento de conversão.
O mesmo público entrou depois no beta do produto. Testes de headline e de call to action não rodaram antes do lançamento. Esse é o próximo experimento óbvio, não um resultado que eu possa alegar.
Reflexão
Nesse contexto, a conversão vem depois da confiança.
A contenção na página, ao lado de uma comunidade viva, é o que tornou 37,5% possível sem mídia paga. Uma página mais alta teria pedido uma confiança que ainda não tinha conquistado.